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Madeira de Cetim
Bete-Sita
sábado, 5 de novembro de 2011
Borboleta Amarela
Colorindo o branco papel revela
A vida desbotada que leva
Quer ver o mar, morar em Ipanema e escrever poema.
Bete-Sita
Sem verniz
Gosto de minhas unhas assim
Cruas
Como um insulto.
Bete-Sita
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Filha do Desmande
Única e desnaturada,
Fria, desqualificada, ausente, descrente.
Homens esbanjam palavras, o tal pelo menos é mudo.
Bete-Sita
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Com atraso
Lágrimas de ontem
Caem justificadas
Nos motivos de hoje
Bete-Sita
sábado, 1 de outubro de 2011
Varal de suspiros
Ouço tua voz nos escritos
Ao inspirar o ar dos desditos
É saudade que vomito
Bete-Sita
sábado, 10 de setembro de 2011
Vôo
Horizonte de cerca farpada.
Desatando a liberdade,
Frágeis asas da libélula.
Bete-Sita
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Φαλλός
entre pernas e entre risos
santo cálice nunca cale
entre lábios úmido quente macio vazio
Bete-Sita
domingo, 4 de setembro de 2011
Adieu
No apartamento vazio
As luzes da cidade desafiam as paredes
A falarem de ti.
Bete-Sita
domingo, 21 de agosto de 2011
Agosto
Belo disfarce
Encontrei teu beijo
Na ventania selvagem
Bete-Sita
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Recado
O sorriso velado
Em lábios sempre selados
Disfarçam os suspirso dados.
Bete-Sita
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Pão de Açucar
Não por ser paisagem
Mas pelo doce desejo
De tua pele miragem.
Bete-Sita
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A borboleta exibida
Pula pintando a ponta do capim
Brincando de gangorra
Agora descansa, pousada em minha branca folha.
Bete-Sita
Orvalho
Qual varal depois da madrugada
Espelho tecido em cílio retido
Contida lágrima prateada
Bete-Sita
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Ainda assim
Ofereço o horror, pássaro-tempo da incerteza,
Meu silêncio e minha pobreza,
Minha única mala e certa dose de delicadeza.
Bete-Sita
Adeus atrasado
Pelo inverno finalmente derrubada,
Sob a roda do carro jaz, atropelada.
Insistente relato de outono inconformado.
Bete-Sita
Aviso
Neste cálice não há véu,
Tessitura que arranha, teorema não equacionável.
Afaste-se. Não sou recomendável.
Bete-Sita
segunda-feira, 4 de julho de 2011
"Yayá"
Não tenho pena de ti, teu nome foi consagrado,
Teu samba desafia o Senhor com canção de Bomfim.
Coração, esse Ioiô, tamborim de couro rasgado.
Bete - Sita
Quando o belo balança
De beleza encantada, na realidade lançada...
O tempo não titubea, revela,
A quilha condenada.
Bete- Sita
quinta-feira, 23 de junho de 2011
No way
Sob luar de platina
Jaz despetalada bonina
Encruzilhada sem esquinas.
Bete-Sita
Essa coisa de rima...
Tem influência nordestina?
- É brincadeira solitária,
Que trago desde de menina.
Bete-Sita
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Sorria
O baile tem lua cheia e clara
Pinte a cara Colombina!
Dance e cumpra sua sina, não és mais menina.
Bete-Sita
Non pas, non deux
Seu brilho, distante anos luz,
Chovem em mim agora, pesados baus
Dançam alquebrados versos.
Bete-Sita
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Alfama
De linhas e de bondes
Poesia pendurada em estendais de festa e sons
Saudade embaraçada em fios, ganhando as asas dos teus pardais.
Bete-Sita
sábado, 16 de abril de 2011
Montando a própria sombra
Bebê, menina, ainda quer crescer.
Esperneia em hormonios,
O desequilíbrios dos sonhos.
Bete-Sita
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Suspenso
Há um gesto mudo
No corredor calado
De um tempo passado.
Bete-Sita
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Gossip
Cultivadas em vazo transbordantes de insensatez
À sombra de carcomidas nuvens cinzentas de discórdia
Regada na perda de tempo, floresce em pura estúpidez.
Bete-Sita
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Parceria
Entre a matéria e o fogo, mistério.
Expectativa na revelação, desafio
Paredes do vazio.
Bete-Sita
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Tatuada
O amor vaza vasos
Ensaia na pele, corre em línguas de fogo
E lágrimas, tatuando a alma.
Bete-Sita
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Bruxo bom
Deste calderão que me livra
Bebo a poção encantada, impalpáveis dias...
Muito além da palavra, magia.
Bete-Sita
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Vizinhança
Registro pelas andanças
Em cotidiano trincado
Olhar de porcelana
Bete-Sita
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Expira e inspira
Com a cara pesada, ela carrega meu cartão do metrô.
Reconheço, no traiçoeiro suspiro final,
As duas faces do amor.
Bete-Sita.
Entre lábios
Não importa a poesia dedicada a amada
Pouco importa o escrito, pretensa festa literata.
Mais vale, forma, inventa e transforma,
O olhar, que pisa macio no tapete da palavra falada.
Bete-Sita
Formato corisco
É, não perlaboro, vomito.
Vem pronto.
Uma espécie de risco, familiar e conciso.
Bete-Sita
domingo, 2 de janeiro de 2011
Perdidos
Baús, recortes, cartas, retratos...
Em termos de guardados,
Sou uma mulher sem passado.
Bete-Sita
Tempo e pedaços
Do final já remoto,
Novos sonhos se teçem
Com uma longa linha de votos.
Bete-Sita
Descansa
Deslizar de língua.
Hoje planíce, antes colina.
E o tempo embriaga outra rima...
Bete- Sita
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Bete-Sita
Madeira de Cetim
Um "diário" nada pontual, de pensamentos incompletos, processo. Lembranças esquecidas e teimosas dissociações impossíveis. Reflexos dos espelhos do tempo. Poesias, hai-kais, citações, frases inquietas, sentimentos dúbios, traduções visuais.
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